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Placa metálica de identificação de caldeira fixada com parafusos, com letras em relevo parcialmente apagadas pela tinta e pela corrosão

Placa de identificação de vaso de pressão e caldeira: o que a NR-13 exige

A placa de identificação é a primeira coisa que um inspetor procura em um vaso de pressão ou em uma caldeira. É nela que estão os dados que permitem saber o que é aquele equipamento, quem o fabricou, por qual código foi construído e até que pressão ele pode trabalhar. Sem esses dados, não há como classificar, inspecionar nem operar com segurança.

A NR-13 define o que a placa deve conter e o que precisa estar visível ao lado dela. Este guia reúne essas exigências, explica o que cada campo significa na prática e o que fazer quando a placa foi perdida ou está ilegível.

Em resumo

  • Caldeiras e vasos de pressão devem ter placa de identificação indelével fixada no corpo do equipamento (13.4.1.3 e 13.5.1.3).
  • No vaso de pressão: fabricante, número de identificação, ano de fabricação, PMTA e código de construção com ano de edição.
  • Na caldeira, além desses dados: capacidade de produção de vapor e área de superfície de aquecimento.
  • A categoria e o número ou código de identificação devem estar indicados em local visível, além da placa (13.4.1.4 e 13.5.1.4).
  • Placa perdida ou ilegível exige recuperar os dados pelo prontuário; sem prontuário, ele precisa ser reconstituído com responsabilidade técnica de PLH ou do fabricante.

O que a placa deve conter

InformaçãoVaso de pressão (13.5.1.3)Caldeira (13.4.1.3)
FabricanteSimSim
Número de identificação ou de ordem do fabricanteSimSim
Ano de fabricaçãoSimSim
Pressão máxima de trabalho admissível (PMTA)SimSim
Código de construção e ano de ediçãoSimSim
Capacidade de produção de vapor—Sim
Área de superfície de aquecimento—Sim

A placa deve ser indelével e fixada no próprio corpo do equipamento. Dados guardados só no prontuário, ou etiquetas provisórias, não substituem essa identificação.

Placa esquemática de vaso de pressão com os campos da NR-13: fabricante, número de identificação, ano de fabricação, PMTA e código de construção com ano de edição
Os campos mínimos da placa de um vaso de pressão. Ilustração AVF² com dados fictícios, baseada no item 13.5.1.3.

O que cada campo significa na prática

PMTA

A pressão máxima de trabalho admissível é o limite de pressão a que o equipamento pode ser submetido continuamente, de acordo com o código de construção e os materiais. É o dado que define a regulagem da válvula de segurança e o parâmetro de referência para a operação. Se a PMTA da placa não coincide com o prontuário, algo precisa ser investigado antes de qualquer outra decisão.

Código de construção e ano de edição

Indica as regras de projeto e fabricação usadas, como ASME Seção VIII ou outro código reconhecido. O ano de edição importa porque os códigos mudam ao longo do tempo, inclusive em critérios de teste e tensões admissíveis.

Número de identificação e ano

Permitem rastrear o equipamento até sua documentação de fabricação: memória de cálculo, materiais, desenhos e registros de teste. É o elo entre a placa e o prontuário.

Frente de caldeira flamotubular preta com manômetro e indicadores de nível em casa de caldeiras preservada
Na caldeira, a placa traz também a capacidade de produção de vapor e a área de superfície de aquecimento. Foto ilustrativa: James Petts / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0; recorte e conversão.

Além da placa: categoria e identificação visíveis

Os itens 13.4.1.4 e 13.5.1.4 exigem que a categoria e o número ou código de identificação estejam indicados em local visível do equipamento. Isso permite que operadores e inspetores saibam, sem consultar documentos, qual é a criticidade daquele vaso ou caldeira. Para vasos, a categoria de I a V é obtida pelo método explicado no artigo sobre categoria de vaso de pressão na NR-13.

Para tubulações e tanques metálicos, a NR-13 não exige placa nos mesmos moldes: a identificação segue a padronização instituída pelo estabelecimento (13.6.2.7 e 13.7.2.3), o que vale considerar ao montar o plano de inspeção de tubulações.

Ilustração de vaso de pressão com placa no costado e, ao lado, código de identificação e categoria em local visível, conforme os itens 13.5.1.3 e 13.5.1.4
Placa no corpo e categoria com identificação em local visível: duas exigências diferentes. Ilustração AVF² com dados fictícios.

E quando a placa foi perdida ou está ilegível?

É comum encontrar reservatórios de ar e vasos antigos sem placa, com placa pintada por cima ou corroída. Para recuperar uma placa perdida ou ilegível, o caminho técnico passa pelo prontuário. Isso não se confunde com a atualização dos dados da placa quando houver alteração de projeto, prevista para caldeiras no item 13.4.4.13. Se ele existe, os dados da placa podem ser recuperados e confirmados. Se não existe, os itens 13.4.1.6 e 13.5.1.6 exigem sua reconstituição pelo empregador, com responsabilidade técnica do fabricante ou de PLH, incluindo características funcionais, dados dos dispositivos de segurança, memória de cálculo da PMTA e, para vasos, as premissas de projeto.

Quando não é possível identificar o código de construção, o item 13.5.1.6.1 permite que o PLH atribua a PMTA a partir dos dados operacionais, com plano de inspeção compatível. Veja o passo a passo em reconstituição de prontuário NR-13.

Fluxograma para placa perdida ou ilegível: verificar o prontuário, recuperar os dados ou reconstituir o prontuário com PLH e então identificar de novo o equipamento
Placa perdida: o caminho passa pelo prontuário. Diagrama AVF².

Erros comuns

  • Placa pintada. Tinta sobre a placa torna os dados ilegíveis; proteja a placa na pintura de manutenção.
  • Placa em equipamento substituído. Placa reaproveitada de outro vaso invalida a rastreabilidade.
  • PMTA da placa diferente do prontuário. Divergência precisa ser resolvida antes de ajustar a válvula de segurança.
  • Vasos esquecidos. Pulmões, separadores e reservatórios em compressores também precisam de placa e identificação.
  • Categoria não indicada. Além da placa, a categoria deve estar visível.

Conclusão

A placa de identificação é pequena, mas concentra os dados que sustentam toda a gestão NR-13 do equipamento: classificação, prazos, regulagem de dispositivos e operação. Placa íntegra, dados coerentes com o prontuário e categoria visível são o ponto de partida de qualquer inspeção.

Se a sua planta tem vasos sem placa, com dados ilegíveis ou divergentes, a AVF² Engenharia avalia seus equipamentos NR-13 e conduz a reconstituição da documentação quando necessário. Para uma visão geral da norma, consulte o guia completo da NR-13. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional legalmente habilitado.

Referências técnicas

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